O interesse pelo turismo de natureza ampliou a visitação ao Parque Nacional de Chapada dos Guimarães em 215% nos últimos cinco anos. Apesar do avanço no fluxo, a concessão dos serviços turísticos da área continua na fase pré-operacional pela Parquetur, vencedora do leilão realizado na B3 em dezembro de 2022, com contrato de 30 anos e investimentos estimados em R$ 18 milhões.
O CEO da empresa, Pedro Cleto Carvalhaes, destaca que o início das atividades depende do cumprimento de cláusulas contratuais ligadas à garantia de acesso seguro e contínuo ao parque pela rodovia estadual MT-251, conforme termo aditivo. "Existe acesso ao parque, mas ainda não nas condições necessárias para uma operação estruturada", pontua.
Segundo ele, o principal impacto do atraso recai sobre os visitantes, que deixam de contar com melhorias previstas na concessão, como organização da visitação, qualificação dos serviços e investimentos em infraestrutura. A concessão envolve aportes da empresa que incluem custos de estruturação, planejamento, mobilização, seguros obrigatórios e pagamento da outorga.
Desde que a Parquetur venceu o leilão em 2022, o fluxo de turistas no parque cresceu 38,35%, somando 132.758 visitas em 2023. Após recuo em 2024 (121.112 visitas), houve retomada em 2025, com 183.675 visitantes. Em parceria com o poder público, a concessionária desenvolve estudos técnicos para avaliar alternativas que permitam antecipar operações.
Carvalhaes ressalta que a concessão não altera as atribuições do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela conservação ambiental, enquanto a Parquetur atuará no uso público e na melhoria da experiência dos turistas. "A Parquetur está pronta para operar e segue trabalhando para viabilizar o início da concessão com segurança e qualidade", conclui.