FAZENDA MILIONÁRIA
Barranco denuncia possível irregularidade em fazenda de R$ 12 milhões de Chapada
Imóvel na Água Fria passou a ter como coproprietário ex-secretário-adjunto da Seduc; parlamentar pede apuração ao Incra, AGU e MPF
09/07/2026 10h46
Por: Fonte: Com informações VGN
Foto: Reprodução/Assessoria

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) anunciou nesta quarta-feira (08) que irá encaminhar denúncia ao Incra, à AGU e ao MPF para apurar possíveis irregularidades envolvendo uma fazenda avaliada em R$ 12 milhões, localizada em Chapada dos Guimarães. O imóvel passou a ter como coproprietário o ex-secretário-adjunto da Seduc-MT, Amauri Monge Fernandes.

A manifestação ocorreu durante sessão na ALMT, após reportagem do VG Notícias revelar que Amauri passou a constar como coproprietário da Fazenda Quilombinho 2, na Gleba Água Fria, área pertencente à União e marcada por disputas fundiárias.

"Estou encaminhando denúncia para apurar denúncia publicada pelo VG Notícias, que informa que o ex-secretário-adjunto da Seduc estaria ocultando patrimônio supostamente desviado de recursos públicos", afirmou o parlamentar.

Barranco defendeu apuração sobre a regularidade dos imóveis na região e afirmou que a gleba possui áreas relacionadas a processos de expropriação por suposta grilagem. "Nós temos 25 fazendas que foram expropriadas a partir de grilagem de terras. Só um grupo possui cinco áreas dentro desta gleba pública da União", declarou.

Segundo documentos, a Fazenda Quilombinho 2 teria sido adquirida inicialmente em julho de 2022 por Bruno Frezzarin Andrade Monge Fernandes, filho de Amauri, em parceria com o empresário Eduardo Scutti Garbugio. Posteriormente, registros ambientais passaram a indicar Amauri como coproprietário, conforme documento emitido em junho de 2026.

A propriedade estaria envolvida em questionamentos judiciais sobre a situação fundiária e possível incidência sobre território de unidade de conservação. A reportagem também identificou um contrato particular entre Amauri e Ronald Kemmp Santin Borges, ex-servidor da Seduc, prevendo administração da atividade rural e participação nos lucros.

Os dois integraram a estrutura da Seduc e foram exonerados pelo mesmo decreto em fevereiro de 2024. Barranco afirmou esperar investigação dos órgãos de controle e eventual responsabilização. "É um absurdo que possa ter ocorrido. Espero que não tenha ocorrido. Vamos apurar e, se houver responsabilidade, que pague conforme a Justiça determinar", disse.