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Protestos

Protestos nos EUA por morte de George Floyd voltam a registrar tumultos e confrontos com a polícia

Após início pacífico, manifestantes incendiaram carros e entraram em choque com policiais em várias partes dos EUA. Governadores pedem reforço da Guarda Nacional, e prefeituras de diversas cidades, inclusive Los Angeles, impuseram toques de recolher.

30/05/2020 21h37
Por: Luciana Bonfim
Fonte: G1

Manifestantes voltaram na tarde deste sábado (30) a ocupar ruas de cidades em várias partes dos Estados Unidos em protestos contra o racismo após a morte do ex-segurança George Floyd durante uma abordagem policial em Minneapolis 

A maior parte dos atos ocorre pacificamente, porém, houve novos episódios de confronto em cidades como Los Angeles, Nova York, Chicago e Filadélfia. Durante a noite, tumultos e conflitos entre manifestantes e policiais deixaram ao menos dois mortos, e centenas de pessoas foram presas.

Nesta tarde, carros policiais foram incendiados em cidades como Filadélfia e Los Angeles. Em Chicago, um grupo entrou em confronto com a polícia que tentava conter o acesso dos manifestantes a prédios da cidade.

Por causa dos tumultos, governadores de estados como Geórgia, Kentucky, Ohio e Textas pediram reforço da Guarda Nacional. O Pentágono, inclusive, informou que está em alerta caso precise intervir nas manifestações em Minneapolis, cidade onde Floyd Morreu e que passou por atos violentos ao longo da semana.

Em cidades como Los Angeles, Portland, Cincinnati e Atlanta — que registrou grandes distúrbios na noite de sexta —, as prefeituras decretaram toque de recolher.

George Floyd morreu em 25 de maio, depois de ficar por 8 minutos e 46 segundos com o pescoço preso pelo joelho de um policial branco Derek Chauvin em Minneapolis, no estado de Minnesota. Na sexta-feira (29), Chauvin foi detido e acusado de homicídio. Documentos obtidos pela rede americana CNN mostram que a fiança do policial foi estabelecida em US$ 500 mil (cerca de R$ 2,7 milhões).

Segundo a acusação contra Chauvin, ele manteve seu joelho sobre o pescoço de Floyd durante os 8 minutos e 46 segundos, sendo que nos últimos 2 minutos e 53 segundos o homem, negro, já estava inconsciente. A autópsia informou, entretanto, que não houve "nenhum achado físico que apoie o diagnóstico de asfixia traumática ou estrangulamento".

No entanto, o efeito conjunto de George Floyd ter sido asfixiado mais suas condições de saúde pré-existentes e a possibilidade de haver substâncias intoxicantes em seu corpo "provavelmente contribuíram para sua morte", de acordo com a acusação.

Histórico

Os EUA registraram outros casos de mortes de pessoas negras causadas por policiais ou durante custódia da polícia nos últimos anos:

Em 2015, Freddie Gray, de 25 anos, morreu sob custódia da polícia em Baltimore, no estado de Maryland. A morte dele foi depois qualificada como homicídio, mas o caso acabou sendo arquivado.

Em 2014, Michael Brown, de 18 anos, morreu depois de ser baleado por um policial em Ferguson, no Missouri.

Em 2012, Trayvon Martin, de 17 anos, também morreu depois de ser baleado por um policial em Sanford, na Flórida.

Em 2009, Oscar Grant, de 22 anos, morreu depois de ser também baleado pela polícia em Oakland, na Califórnia, onde também houve protestos pela morte de Floyd.

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