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JUSTIÇA

A PERIFERIA TEM DIREITO À CIDADE!

Até quando a Periferia será obrigada a ver seus jovens sendo assassinados pelo Estado toda vez que tentar usufruir de seu direito a permanecer na cidade?

GeoAnálises

GeoAnálisesProfº. Me. EDUARDO VINÍCIUS ROCHA PIRES Mestre e Geógrafo pela UFMS, Professor de Geografia,Pesquisador do Grupo DIGEAGEO( Diretrizes de Gestão Ambiental com Uso de Geotecnologias), Membro do LAPEGEO( Laboratório de Prática e Geoprocessamento da UFMS- Três Lagoas).

02/10/2020 05h56Atualizado há 3 semanas
Por: Prof° Eduardo Rocha
Fonte: Prof° Eduardo Rocha

O Brasil teve 3.148 pessoas mortas por policiais apenas no primeiro semestre deste ano em plena Pandemia. Aqui no nosso Estado de Mato Grosso, por exemplo, mais que dobrou os números de pessoas mortas por policiais, passando de 25 mortes para 53 neste ano.

          Quando abordamos os dados sobre as vítimas da violência no Brasil não faltam dados que demonstrem uma certa padronização deste perfil: em sua maioria são homens, jovens, pretos/pardos e moradores da periferia, segundo o Atlas da Violência e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

Começo meu artigo nessa coluna com esses dados para escancarar um fato ocorrido na nossa cidade. Em pleno centro da cidade. Mais um jovem da periferia teve sua vida ceifada devido à violência e despreparo policial.

Com esse fato, algumas desculpas sempre aparecem para tentar justificar a ação errônea da PM:  “Ele não tinha CNH”, “Ele não parou na Blitz”, etc.

Quero que reflitam aqui comigo, esse Professor Periférico que aqui vos fala: Será que, se fosse algum motociclista que vem para Chapada dos Guimarães com suas motos estradeiras, de luxo, de altas cilindradas, a ação policial seria a mesma? Ou será que existe um padrão “suspeito” para abordagem? Será que isso não é uma forma de fazer com que a Periferia não acesse aos centros?

Existe um conceito na Ciência Geográfica que se chama “Direito à Cidade” o qual se discute sobre o direito de se pertencer à Cidade e Viver a cidade. Mas não é só a Geografia que fala isso. É também o Estatuto da Cidade (Lei no 10.257/2001), no art. 2o , e os Artigos 182 e 183 da Constituição Federal de 1988.

Portanto, nada justifica a violência policial, a morte dos jovens periféricos e o preconceito estrutural.

 

DEDICO ESSE ARTIGO DA MINHA COLUNA PARA TODAS AS PESSOAS QUE NASCERAM, CRESCERAM OU AINDA VIVEM NA PERIFERIA.

DEDICO PRINCIPALMENTE AO JONATHAN DA SILVA ROSÁRIO, ASSASSINADO PELA POLÍCIA MILITAR NA MADRUGADA DO DIA 01/10/2020 EM PLENA REGIÃO CENTRAL DA CIDADE DE CHAPADA DOS GUIMARÃES.

 

MEUS SENTIMENTOS À TODA A FAMÍLIA E AMIGOS!

 

QUE AS MANIFESTAÇÕES CONTINUEM ATÉ QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA!!

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