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AUTOCUIDADO

Justiça de Chapada dos Guimarães realiza círculo de autocuidado com militares

"Um espaço de acolhimento seguro e confidencial para famílias e pessoas que estão vivenciando relações de conflito e sofrimento"

15/10/2020 14h47
Por: Luciana Bonfim
Fonte: Da assessoria
Integrantes da Segurança Pública, Poder Judiciário e Polícia Militar se reuniram em um encontro, promovido pelo juiz da 1ª Vara de Chapada dos Guimarães, Leonísio Salles de Abreu Junior, com a psicóloga Roseli Barreto Coelho, do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, com a proposta de sensibilizar os profissionais da segurança sobre práticas restaurativas, como o autocuidado, que como a própria palavra descreve, é o hábito de cuidar de si mesmo nos mais variados aspectos, do sentimental ao físico, do emocional ao mental.
 
Com a realização do círculo de diálogo sobre autocuidado, o magistrado quis estender para os policiais de Chapada uma prática que vem se disseminando pelas comarcas do Estado como um espaço de acolhimento seguro e confidencial para famílias e pessoas que estão vivenciando relações de conflito e sofrimento. E a escolha não foi aleatória. A morte de um jovem no município, no dia 1º de outubro, provocada por disparos efetuados por dois policiais, causou comoção na população. o que acabou refletindo de forma negativa em todos os integrantes do Batalhão.
 
Segundo o magistrado, o primeiro a atuar como facilitador em um círculo de autocuidado com policiais militares, a técnica empregada na justiça restaurativa estimula que a pessoa fale de si mesma, de suas angústias, dos seus problemas, para que os participantes entendam que todos são seres humanos, que todos são iguais, que possuem fraquezas e suas virtudes. “É uma oportunidade para a pessoa falar de forma compassiva e das pessoas ouvirem de maneira empática”, destacou o magistrado, que acredita que uma boa conversa pode dar desfecho a um conflito e restabelecer a paz.
 
Além da interação com os policiais militares que participaram da iniciativa, Leonísio de Abreu ressaltou a importância de apresentar essa técnica para a corporação, para que a instituição passe a atuar, no dia a dia, de forma restaurativa. “Nesse círculo tivemos oportunidade de falar de valores como humildade, gratidão, tolerância e amizade”, ressaltou o magistrado.
 
O círculo de autocuidado teve 2 horas de duração e foi realizado por videoconferência, com a participação de cinco militares, de diversas patentes, de várias idades e tempo de serviço. “Todos demonstraram um grande orgulho da farda, disseram estar felizes com a escolha da carreira e entendem que trabalham pelo bem da sociedade, mas ao mesmo tempo avaliam que quando algum problema acontece, a sociedade não demonstra gratidão. Também foi um momento de desabafo”.
 
A psicóloga, facilitadora e instrutora de círculos de construção da paz, Roseli Barreto Coelho, avaliou de forma positiva o primeiro círculo de autocuidado com os policiais militares de Chapada do Guimarães e falou da importância de expandir esse trabalho para outros batalhões da PM no Estado. “Nós buscamos uma mudança de paradigma, de um olhar punitivo para um olhar pacífico e colaborador”, destacou.
 
 
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Nadja Vasques
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
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