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BRIGADISTAS

Sob fogo, sob pressão e sem salário

Brigadistas da Defesa Civil reclamam que estão com seus salários atrasados há quase 2 meses. Já no primeiro pagamento houve atraso.

GeoAnálises

GeoAnálisesProfº. Me. EDUARDO VINÍCIUS ROCHA PIRES Mestre e Geógrafo pela UFMS, Professor de Geografia,Pesquisador do Grupo DIGEAGEO( Diretrizes de Gestão Ambiental com Uso de Geotecnologias), Membro do LAPEGEO( Laboratório de Prática e Geoprocessamento da UFMS- Três Lagoas).

25/10/2020 08h51Atualizado há 4 semanas
Por: Prof° Eduardo Rocha
Fonte: Prof° Eduardo Rocha

O Cerrado e Pantanal no Centro-Oeste brasileiro foi duramente castigado pelos incêndios florestais desde meados de julho. Em Chapada dos Guimarães não foi diferente. Incêndios de grandes proporções em diversas regiões do município fizeram com que o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Empresários, Guias de Turismo, Brigadas Civis Voluntárias, Brigadistas Voluntários e Brigadistas da Defesa Civil se unissem no combate às devastações do meio ambiente causados pelo fogo.

Foram mais de 60 dias de combates em todos os extremos do município. Desde o início, 7 guerreiros, como ficaram conhecidos os Brigadistas da Defesa Civil, combateram incessantemente com suas mochilas costais, sopradores e poucos EPI’s, o fogo que assolava todos os cantos onde havia vegetação seca. Salvaram casas, animais e a vegetação.

Mas, o que ninguém sabia era que esses guerreiros brigadistas, por trás de todo o combate, estavam passando por negligência do poder público: Salários atrasados. Logo no primeiro mês de contrato: ATRASO. Como relata um dos brigadistas:

“ Desde o primeiro pagamento, a gente estava a 45 dias sem parar, a gente não tinha folga. A gente saia 6h, 7h da manhã para chegar em casa 22h, 23h, meia-noite. Única coisa que a Prefeitura estava dando para a gente era a marmita do almoço. Só. Mais nada estavam dando pra nós. Era o pessoal que estava ajudando nós. Dava água, algumas coisas pra nós. Mas a Prefeitura só dava o almoço pra nós. Quando nós cruzamos os braços e falamos que não ia trabalhar mais, aí foi que pagaram o primeiro salário pra nós. E falaram que o próximo estaria tudo certo” 

Já prestes de finalizar o contrato de 3 meses de prestação de serviços à Defesa Civil, os trabalhadores contratados reclamam que já irão para o 2º mês de atraso dos salários. Uma realidade pós-fogo pouco comentada: Os que apagaram o fogo para que todos pudessem dormir tranquilos, hoje dormem com a preocupação de estarem vulneráveis financeiramente devido à negligência da Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães, que alega à esses trabalhadores não ter dinheiro em caixa para efetuar os pagamentos.

 

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