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Reinventar o olhar geográfico para o LUGAR. Lugar, na Geografia, significa o espaço vivido. O espaço percebido.

GeoAnálises

GeoAnálisesProfº. Me. EDUARDO VINÍCIUS ROCHA PIRES Mestre e Geógrafo pela UFMS, Professor de Geografia,Pesquisador do Grupo DIGEAGEO( Diretrizes de Gestão Ambiental com Uso de Geotecnologias), Membro do LAPEGEO( Laboratório de Prática e Geoprocessamento da UFMS- Três Lagoas).

13/01/2021 08h44
Por: Prof° Eduardo Rocha
Fonte: Profº Eduardo Rocha
Foto: Profº Eduardo Rocha
Foto: Profº Eduardo Rocha

Depois de quase dois meses, volto a escrever para essa coluna com várias reflexões que tive no meio do caminho. Reflexões e questionamentos de quem nasceu, cresceu, ainda vive em periferia, já morou na zona rural e, em um movimento de despertar para o mundo, busca reinventar o olhar geográfico para o LUGAR. Lugar, na Geografia, significa o espaço vivido. O espaço percebido.

            Nesse meu movimento “pra dentro”, passei a entender e me perguntar sobre algumas ligações entre a periferia e o campo. Esse tradicional caminho dos moradores que passam seus finais de semana no sítio, pescando, cuidando do roçado e das criações. Durante a semana? O trabalho volta ao normal, com seus trabalhos urbanos e sua morada na maioria das vezes na periferia.

            Nesse momento da reflexão tiro um pouco meu boné, coço a cabeça e me questiono: o que tanto os ligam com o campo? Por isso muitos tem sua hortinha em casa? Mas porque na periferia?

            Em uma de minhas pesquisas, da qual ainda estou iniciando, consigo explicar por um momento histórico, o que dá origem direta e indiretamente sobre o que estou escrevendo. O surgimento da Usina Hidrelétrica do Manso, no Rio Manso, principal afluente do rio Cuiabá, retirou muita gente de seus lugares de origem e de seus costumes e trabalhos com o campo.

            Com seus assustadores 427 km², o lago ou área inundada impactou várias comunidades ribeirinhas, quilombolas e pequenos agricultores das comunidades Rio da Casca, Palmeiras, Quilombo, Água Fria, Barra do Bom Jardim, Barra do Ribeirão. Todas essas comunidades influenciadas historicamente pelos rios Casca, Palmeiras, Quilombo, Manso e Bom Jardim.

                   A partir desse processo, então, a produção dos espaços periféricos de Chapada dos Guimarães tem alguns atores e vozes semelhantes com os do campo.

                   Nos meus próximos textos dessa coluna pretendo, COM VOCÊS, conversar sobre as vozes de (re)existência das periferias de Chapada que possuem essa ligação com o campo e ao mesmo tempo vivem na cidade. E, por serem sujeitos espaciais e temporais, nasce essa minha necessidade de entender esse pertencimento de um lugar que é resultado de suas próprias criações.

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