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VAI PRA CUBA

Produtora cultural cuiabana faz vaquinha na internet para estudar cinema em Cuba

Escola cubana é uma das melhores do planeta; apenas cinco alunos são aprovados em cada especialidade em seletivo com concorrentes do mundo todo

08/02/2021 17h03Atualizado há 4 semanas
Por: Priscila Mendes
Fonte: Da redação

A cientista social cuiabana e produtora de cinema Giulia Medeiros, a Caju, quer realizar o sonho de estudar cinema em Cuba e está fazendo uma vaquinha pela internet, cujo prazo está acabando! E você também pode ajudar com qualquer quantia pelo site https://benfeitoria.com/demalaecuiapracuba.

Giulia foi aprovada no processo seletivo da Escola Internacional de Cinema e TV (EICTV) de San Antonio de los Baños, em Cuba, reconhecidamente uma das melhores escolas de cinema do planeta, com uma proposta de ensino por imersão. A seleção é muito concorrida: aprova apenas cinco alunos de todo o mundo para cada uma das especialidades que a escola oferece: Direção, Roteiro, Produção, Fotografia, Montagem, Som e Novas Mídias.

Caju já venceu as etapas de mudança de vida e do direito de levar filha e esposo junto nessa experiência, agora falta o recurso financeiro necessário, já que o curso não é gratuito. Segundo Giulia, “o governo cubano subsidia 75% dos custos com moradia, seguro saúde e atividades acadêmicas, sendo que os alunos devem integralizar os outros 25%”, que correspondem a 6 mil euros por ano (quase R$ 39 mil), que podem ser pagos em duas parcelas.

No site de vaquinha virtual, Caju está solicitando R$ 30 mil, necessários para a matrícula (primeira parcela de mais de R$ 19 mil) e despesas de transporte e documentação.

Cursar cinema em Cuba é a coroação da trajetória de Giulia, que, desde os 11 anos de idade, se identificou como produtora cultural. Hoje, aos 29 anos, é também pesquisadora da Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da UFMT (ECCO), videomaker, reconhecida ativista de movimentos sociais e se orgulha de ser mulher, mãe e feminista – reconhecendo todos os desafios sociais desses papéis.

Citando Aline Figueiredo, que certa vez registrou que “arte aqui é mato”, sobre a fecundidade produtiva em Mato Grosso, Caju destacou que o cinema mato-grossense é fruto de “um lugar com suas características antropológicas, geográficas e climáticas favoráveis ao processo produtivo”, que abriga “cerca de 45 etnias indígenas e 78 comunidades remanescentes de quilombos”, demonstrando sua riqueza cultural, mas que “ainda não conseguiu se consolidar como um centro produtor em nível nacional”.

Quem quiser contribuir com o sonho de Giulia Medeiros pode doar qualquer valor acima de R$ 1. Na plataforma Benfeitoria há alguns valores propostos com recompensas como aula on-line, livro de pesquisadora cuiabana e ilustrações.

Até o fim desta notícia, Caju já havia arrecadado quase R$ 5 mil. O prazo da vaquinha virtual se encerra em 10 dias. Além do link https://benfeitoria.com/demalaecuiapracuba, é possível doar diretamente para a solicitante, por meio do PIX 043.655.131-41, que a isenta das taxas do site Benfeitoria.

Mais informações, diretamente com a pesquisadora Giulia Medeiros: (65) 99665-0037.

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