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REUNIÃO

Grupo de trabalho busca soluções para problemas em Manso

Moradores exigem regularização fundiária, protocolos ambientais e investimentos em infraestrutura

12/02/2021 10h46Atualizado há 3 semanas
Por: Priscila Mendes
Fonte: Redação com assessoria
Foto: Equipe do senador Wellington Fagundes
Foto: Equipe do senador Wellington Fagundes

Preocupados com problemas envolvendo o lago do Manso, como regularização fundiária, protocolos ambientais e investimentos em infraestrutura, um grupo de trabalho foi formado com representantes das prefeituras de Chapada dos Guimarães e de Alto Paraguai, das instituições Furnas Centrais Elétricas e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e do gabinete do senador Wellington Fagundes.

Uma reunião foi realizada na quarta-feira (10) com esses assuntos em pauta, em função de constantes reclamações dos moradores do entorno do lago. Eles relatam o surgimento de vegetação que estava submersa, dificultando a navegação, os ataques de piranhas que têm afugentado os turistas, a insegurança jurídica gerada por ações movidas por Furnas e a falta de investimentos em programas ambientais e de infraestrutura.

Segundo a assessoria de imprensa do senador Wellington Fagundes, o prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, contou que o município já construiu 444 quilômetros de estradas no entorno do lago, além de 40 pontes de madeira com recursos próprios. Além disso, mantém, até hoje, as balsas que fazem a travessia de veículos e passageiros em alguns pontos de Manso. "Esses investimentos deveriam ter sido feitos por Furnas, mas não recebemos sequer a garantia de manutenção dessa infraestrutura", ressaltou.

Ele também reivindica uma solução para a questão fundiária, a construção de marinas públicas (hoje, a população não tem acesso ao lago, cujas margens estão quase em sua totalidade nas mãos de proprietários privados). “Precisamos definir e implementar medidas mitigatórias e compensatórias. O lago representou um impacto muito grande para o município de Chapada”, avalia.

Em Alto Paraguai, a principal questão é fundiária. Quatro fazendas foram adquiridas por Furnas para transferência de famílias que foram afetadas pela formação do lago e a construção da Usina de Manso, mas as famílias não quiseram permanecer na região e hoje os 8.600 hectares estão sendo ocupados por moradores da região, organizados em quatro comunidades, onde construíram suas moradias e contam com serviços públicos. "Precisamos resolver essa questão fundiária. Essas áreas poderiam ser transferidas para o Estado", sugere. "São comunidades produtivas e contribuem com a economia do município", conclui.

Segundo o diretor-presidente de Furnas, Pedro Brito, o passivo fundiário e ambiental existe em vários reservatórios pelo Brasil. "Mas estão na agenda da companhia, que estuda saídas para todas as questões", diz. Ele sugeriu a criação de um protocolo envolvendo todos os agentes que têm alguma ligação com a usina e o lago de Manso para encaminharem soluções equilibradas, parcerias e arranjos institucionais.

Luiz Carlos Ciocchi, diretor-geral do ONS, confirma a intenção de solução para problemas registrados em reservatórios em todo o Brasil e lembrou que o baixo nível das águas em Manso está relacionado à seca. "Estamos vivendo a pior situação já registrada nos últimos 90 anos", assegura.

O senador Wellington Fagundes disse que os assuntos envolvendo Manso não se esgotam em uma reunião e confirmou a decisão de atuar para que as soluções sejam encaminhadas o mais rapidamente possível. "Esses problemas geram insegurança para os cerca de 3 mil moradores no entorno do lago, que já se transformou em um polo de atração de investimentos imobiliários, de turismo, de lazer e de piscicultura".

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