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GEOANÁLISES

O dilema das pontes

Fragmentos de serra acima

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GeoAnálisesProfº. Me. EDUARDO VINÍCIUS ROCHA PIRES Mestre e Geógrafo pela UFMS, Professor de Geografia,Pesquisador do Grupo DIGEAGEO( Diretrizes de Gestão Ambiental com Uso de Geotecnologias), Membro do LAPEGEO( Laboratório de Prática e Geoprocessamento da UFMS- Três Lagoas).

15/02/2021 09h57Atualizado há 2 semanas
Por: Luciana Bonfim
Fonte: Prof. Eduardo Rocha
Foto: Profº Eduardo Rocha
Foto: Profº Eduardo Rocha

Antes de seguir os rumos de uma pesquisa sobre fragmentos da periferia chapadense, começo a conhecer as entranhas do município que já foi o maior do mundo. Um sábio professor de Geografia e famoso mundialmente, o professor Dr. Aziz Ab’Saber, dizia que para poder entender o rio, preciso estudar o barranco. Então, comunidades à dentro, busco conhecer essa Chapada Gigante.

Aqui, utilizo o espaço para fazer uma breve narrativa desses caminhos no qual estou percorrendo.

Chapada dos Guimarães é gigante. Em território, em histórias, em estradas e, desde o início de 2021, não consigo mais enxergar com o mesmo olhar de antes.

Quem chega, normalmente, pensa na Chapada com os paredões iguais ao do Portão do Inferno, Parque Nacional, Mirante e praça Dom Wunibaldo. Mas, por exemplo, se andarmos pouco mais de 100km da cidade, chegamos à comunidade de Jangada-Roncador. Comunidade essa cercada pela Serra da Baronesa e pelos “3 portões”, sequência de 3 morros residuais (morros testemunhos), ao lado de outros assentamentos da região. Quanta imensidão!

Água Fria, João Carro, Rio da Casca, Lagoinha de Baixo, Cachoeira Rica, Mata Grande, Ponte Alta, Barra do Ribeirão, Barra do Bom Jardim, Biquinha, Pedra Preta, Água Branca, Concisão, Praia Rica, Arueira… São quase 60 comunidades. SESSENTA!

Cada uma com suas particularidades. Com suas belezas. Com suas pessoas. Com suas estradas, com suas pontes. E quanta ponte!

Até março, finalizo minha trajetória em busca de conhecer as comunidades fora da cidade de Chapada, os lugares, as histórias, as pessoas que, juntas, constroem um município gigante. Totalizados, serão 1300km rodados. Entre pontes e estradas. Entre rios, riachos, lagos e lagoas. Entre pessoas e histórias. Quero me tornar ainda mais chapadense.

Somente assim acredito que consigo falar com mais propriedade sobre o que é ser chapadense e morar na periferia. Só assim entenderei o rio, olhando para o barranco.

Assim, conseguirei ser ponte. Ponte que atravessa qualquer rio.

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