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LUTO NA ARTE

Morre, em Chapada, o artista plástico Clóvis Irigaray

Ele será sepultado em Chapada dos Guimarães, onde morava com a família

03/04/2021 18h19Atualizado há 2 semanas
Por: Luciana Bonfim
Fonte: Da Redação
Faleceu neste sábado (3), aos 72 anos, o artista plástico Clóvis Huguiney Irigaray, também conhecido como Clovito. Ele morreu em casa, dormindo.
Segundo a filha do artista, Maria Irigaray, ele deverá ser sepultado em Chapada dos Guimarães, onde morava com sua família.
Irigaray é um dos grandes nomes das artes plásticas de Mato Grosso e foi homenageado diversas vezes por sua irreverência na arte moderna.
Após o anúncio da morte do artista, diversos colegas prestaram homenagens. Dentre eles, o ex-presidente da Academia Mato-grossense de Letras, o escritor e advogado Eduardo Mahon. "Irigaray foi a maior expressão de sua geração. Do realismo ao expressionismo, do abstrato à arte pop, Clovito fez dele mesmo um objeto artístico. Foi um enorme prazer ter convivido com ele e atuado em seu favor. Que grande perda!!!", escreveu.
Um dos primeiros a confirmar a morte de Irigaray, o artista Ivan Belém publicou: "Que triste saber que você não está mais entre nós, Clovito. Descanse em paz, meu querido!"
Clóvis Matos, o Papai Noel Pantaneiro e precursor do programa Inclusão Literária, manifestou: "Boa viagem, meu amigo Clovito. Vá em paz e, como fez aqui, transforme outros mundos e espalhe luzes coloridas e muito amor sobre nossas cabeças". E finalizou: "A arte está de luto!".
Nascido em  Alto Araguaia, Clovito começou sua carreira em Campo Grande (MS) em 1968, mas foi em Mato Grosso, após a inauguração do Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT, em 1975, que o artista passou a adotar seu principal elemento de protesto: os índios.
Não à toa é considerado um dos percursores da arte moderna em Mato Grosso, ao lado de artistas como Humberto Espíndola, João Sebastião e Dalva de Barros, ele já participou da Bienal de São Paulo, do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Panoramas das Artes de Mato Grosso, além de vários outros espaços culturais que se somam ao seu currículo.
Em 2013, Irigaray foi nomeado embaixador das Artes pela Academia Francesa de Artes, Letras e Cultura e chegou a ser convidado para expor seu trabalho no Museu do Louvre, em Paris.
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