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LABCOM A LENTE

Horto Florestal contribui com reflorestamento de Chapada dos Guimarães

Uma das mais importantes nascentes do Rio Coxipó está localizada no parque municipal

13/04/2021 15h18
Por: Priscila Mendes
Fonte: Por Emilly Karoline, aluna do LabCom A Lente
Foto: Ascom CG
Foto: Ascom CG

As mudas produzidas no Horto Florestal de Chapada dos Guimarães estão sendo usadas no reflorestamento da cidade atingida por queimadas em 2020. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Chapada está entre os 15 municípios do país mais afetados por queimadas no último ano.

Para os funcionários do horto, o local apoia na restauração do cerrado da cidade. Para o reflorestamento foram cedidas diversas mudas de árvores nativas e exóticas, como o ipê e a azeitona-preta. Além de apoio para reflorestamento, o local é refúgio de mananciais da região e serve para prestar apoio às ações de educação ambiental.

Dentro do horto está uma das mais importantes nascentes do Rio Coxipó. A nascente forma o Coxipozinho, que tem 1,5 quilômetros e é o principal curso d'água do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. O córrego recebe diversos contribuintes na região de Chapada, como os córregos da Salgadeira e Paciência e se torna o Rio Coxipó.

Conforme informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio), Chapada dos Guimarães abrange diversas cabeceiras de rios e veredas tributárias dos cursos de água que formam o Pantanal, como o próprio Coxipozinho. É o córrego que nasce no Horto da cidade que deságua na cachoeira Véu das Noivas, um dos principais cartões-postais da cidade.

A finalidade do horto é preservar, desenvolver e incentivar a cultura das flores. Sua criação deu-se com a Lei nº 346/79, aprovada pela Câmara Municipal de Chapada dos Guimarães, em 10 de setembro de 1979. A manutenção do horto é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas. Segundo a Prefeitura de Chapada, hoje é a Secretaria Municipal de Agricultura quem cuida do local.

O Horto Florestal é, na verdade, um parque municipal com 6,2 hectares. O local tornou-se o Parque Municipal Cabeceira do Coxipozinho, em 2002, de acordo com a Lei municipal nº 1071/2002.

Ameaças

Apesar da sua importância ambiental, por pouco o Horto de Chapada não vira um condomínio de luxo.  Em 2019, o promotor de Justiça de Chapada dos Guimarães, Leandro Volochko, expediu uma notificação recomendatória à empresa responsável pelo projeto para que esta desistisse da implantação do condomínio.

Segundo informações da imprensa à época (leia aqui), o promotor afirmou: "a ocupação da área é desfavorável, tanto urbana como ambientalmente”. Além disso, no documento o promotor pediu a suspensão de "toda e qualquer forma de publicidade de venda de lotes".

Porém, a construtora conseguiu aprovação do projeto mudando a planta original para uma área vizinha ao horto. A empresa firmou um Termo de  Ajustamento de Conduta (TAC) em que se comprometeu em desistir da implantação do condomínio Florais Chapada em áreas onde estejam as nascentes do Rio Coxipó (leia mais aqui).

Segundo a Prefeitura de Chapada dos Guimarães, a empresa que irá construir o condomínio deve fazer a restauração do Horto como compensação ambiental pelo empreendimento.

A pandemia da covid-19 se tornou outro empecilho para a manutenção do Horto Florestal. Os únicos funcionários que fazem a manutenção do local estão afastados, por serem grupo de risco para a doença.

*Emilly Karoline é aluna do LabCom A Lente, projeto de comunicação apoiado pela Lei Aldir Blanc realizado com jovens de Chapada dos Guimarães

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