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ESTIAGEM

Nível do Rio Cuiabá chega a 29 cm e situação é preocupante, alerta Defesa Civil

A usina hidrelétrica do Manso, em Chapada dos Guimarães, tem um papel importante no controle do nível do rio

17/07/2021 10h39Atualizado há 2 semanas
Por: Luciana Bonfim
Fonte: Olhar Direto

O nível do Rio Cuiabá chegou a 29 centímetros nesta quinta-feira (15), menor medida realizada pela Marinha do Brasil neste ano. Para o diretor da Defesa Civil de Cuiabá, José Pedro Ferraz Zanetti, a situação é preocupante e a população deve adotar o consumido consciente da água.

“O maior problema do baixo nível seria a dificuldade na captação, vai ter menos água a disposição da população. Com essa dificuldade, pode acontecer captação mais suja com mais areia, isso dificulta o tratamento e limpeza da água, fica mais cara também. Isso gera alguns problemas para concessionária e para a população pode acontecer a intermitência”, disse Zanetti ao Olhar Direto.

Conforme o diretor da Defesa Civil, o nível da água poderia estar mais alto. Em outros períodos, por exemplo, ele já oscilou entre 40 e 45 cm. A situação pode ficar alarmante se ficar abaixo de 25 cm.

“[A baixa] começa a dificultar a captação. Com isso, a população irá começar a fazer algo que acho inteligente começar já. O uso racional da água, não desperdiçar, não lavar calçada, não lavar carro em casa, usar de maneira racional”, acrescentou.

Apesar da oscilação no nível dl Rio Cuiabá, não há necessidade há risco de desabastecimento. Zanetti pontua que a usina hidrelétrica do Manso, em Chapada dos Guimarães, tem um papel importante no controle do nível do rio.

 “A usina do manso foi construída com aproveitamento múltiplo. O que seria isso? Seria geração do turismo com uso da água, geração energia, controle de cheias e estiagem. O controle de vazão mínima no Rio Cuiabá. Ela mantém o nível mínimo de água no Rio Cuiabá na estiagem. Em contrapartida, no período chuvoso, como ela retém água para encher, ela ajuda no controle da cheia”. 

No entanto, um problema seria as chuvas abaixo da média nos últimos dois anos, o que fez com que a barragem da usina não atingisse enchesse.  Ainda conforme o diretor da Defesa Civil, evitar o desperdício é a melhor maneira de não haver seca.

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