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ABUSO NO ÔNIBUS

Motorista responsável por abuso em transporte escolar não era efetivo

Ele permitiu a entrada do homem que abusou da estudante menor de idade

04/10/2021 07h36
Por: Laura Matos Lucena
Fonte: Da redação

“Não foi o motorista efetivo,  que nunca permitiu a entrada de estranhos”, esclareceu a mãe da menina de 12 anos abusada dentro do transporte escolar municipal urbano. “Não se sabe a razão da substituição do motorista efetivo. Mas o que o que ficou no lugar dele permitiu a entrada de um estranho e foi esse estranho que abusou da minha menina”, esclareceu a mãe da vítima.

A reportagem não pode citar nomes da mãe da vítima, da vítima ou qualquer coisa que permita a identificação das mesmas, por impedimentos legais, dentro em vista se tratar de uma menor com investigação e inquérito correndo sobre sigilo. “Quem estava dirigindo o ônibus do transporte escolar foi o substituto, que permitiu a entrada e permanência de um estranho dentro do transporte escolar. Ele sabia do que estava acontecendo porque minha filha falou com ele e pediu socorro. Ele nada fez para impedir o abuso”, denunciou a mãe da estudante.

Segundo ela, até agora ninguém da Secretaria Municipal de Educação entrou em contato com ela. “Nem hoje e nem nunca. Quando denunciamos fizemos Boletim de Ocorrência (BO) e a delegacia mandou investigar. Mas nunca recebemos nenhum apoio da Secretaria Municipal de Educação”, lamenta a mãe desesperada por justiça.

O motorista substituto, de acordo com ela, se recusa a denunciar quem é o estranho para quem ele deu carona e abusou da menor. “Parece que é gente importante. Ele tem medo de denunciar e sofrer retaliações. A minha filha o viu, mas não sabe quem é. Quando o encontra pela cidade, ela passa mal, é um desespero. Mas não conseguimos até hoje identificar quem é ele”, esclareceu.

O delegado de polícia que atende Chapada dos Guimarães ignorou todos as tentativas da reportagem de conseguir uma entrevista. A informação na delegacia é a de que ele não atende mais repórteres da imprensa local porque está atendendo duas delegacias.

O atual secretário municipal de Educação Benedito Lechner recebeu a reportagem na semana passada e, reconhecendo a gravidade do assunto, determinou que a criança e a mãe fossem detectadas para tomar as providências necessárias. “Mas até agora não obtivemos nenhuma reposta concreta em termos de punição do culpado. Claro que quem estava dirigindo o veículo e permitiu a entrada de estranhos foi o maior responsável pelo ocorrido. E até agora, nenhuma punição”, lamentou.

Ela conta que toda essa história mexeu com toda a família. A menor não se dá mais bem com a irmã da qual era muito amiga. Hoje toma remédios controlados. Repetiu de ano porque não queria mais ir para a escola e tem sessões com um psiquiatra.

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