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PORTÃO DO INFERNO

Portão do Inferno recebe visita técnica após tragédia de Capitólio

Representantes da Defesa Civil de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e Corpo de Bombeiros, realizaram visita

10/01/2022 18h02Atualizado há 1 semana
Por: Luciana Bonfim
Fonte: Da redação

Após tragédia ocorrida Minas Gerais na cidade de Capitólio, onde a queda de parte de um paredão de rochas que vitimou dez pessoas, Portão do Inferno sofre inspeção.

Representantes da Defesa Civil de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e Corpo de Bombeiros, realizaram visita técnica no local para avaliar o risco de desprendimento de rocha e movimento de massa no trecho.

O ponto turístico localizado, na rodovia que liga Chapada dos Guimarães a Cuiabá foi ponto de discussão aos possíveis riscos de desprendimento de rochas do local onde é comum o deslizamento de terras. Especialistas apontam que pequenos deslizamentos de terra são normais para o período chuvoso, e a população pode trafegar pela via com segurança. 

O secretário adjunto de Obras Rodoviárias da Sinfra, Nilton de Britto, afirmou que o Governo vai atuar para prevenir desmoronamentos na rodovia. "Vamos acompanhar de modo permanente, e de forma visual, para evitar que deslizamentos bloqueiem a pista".

Conforme o representante da Defesa Civil, Lucas Souza Chermont, o órgão vai atuar na integração institucional para a criação de um grupo de trabalho para propor medidas preventivas no local. O objetivo é que a resposta seja rápida em caso de algum incidente. "A situação, a princípio, está controlada. Estamos atuando junto ao serviço geológico da Sema para fazer um estudo mais avançado para que, se for necessário, façamos intervenção no local".

Conforme o doutor em geologia e analista da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Júlio César Arraes, a região é formada por arenito, que é uma formação rochosa frágil, e há um desgaste natural do material acelerado pela chuva. 

"Em áreas como Chapada dos Guimarães, é normal acontecer desmonte de rochas, principalmente em épocas de chuva. Nada disso nos assusta, mas temos o compromisso com a população de preservar e salvar vidas. Então, estamos aqui para buscar propostas e projetos para amenizar riscos, preservando o turismo e também a saúde desses ambientes naturais", avalia o especialista.

A Chefe do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, Cintia Brazão, pontua que o ICMBio já tem monitorado áreas de risco dentro do Parque, principalmente as áreas onde há visitação. "Mudamos trilhas de posição para reforçar a segurança dos visitantes e, quando necessário, pedimos ajuda aos nossos parceiros para realizar vistorias e assim dispor de melhores opções nas decisões técnicas".

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