O pré candidato ao governo de Mato Grosso, Caiubi Kuhn (PDT), criticou a condução das obras no trecho do Portão do Inferno, na MT 251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. O geólogo classificou a intervenção realizada pela gestão como um desastre.
Segundo o professor, a situação extrapola os custos da obra em si e envolve uma série de despesas adicionais para manter o local em funcionamento e monitoramento constante, com quatro oficiais em plantão. Ele afirmou que há mais de dois anos nada foi resolvido e que muito dinheiro foi gasto.
O pré candidato destacou que o Portão do Inferno tem mais policiamento do que muitas cidades do interior de Mato Grosso. Ele argumentou que isso demonstra que o problema não trata apenas da obra, mas também de outros recursos públicos aplicados no local que poderiam estar sendo direcionados para outras demandas da população.
Caiubi Kuhn defendeu maior diálogo entre os órgãos responsáveis antes da execução de obras consideradas complexas. Para ele, decisões desse porte devem envolver técnicos especializados, órgãos licenciadores e instituições competentes, de forma a construir soluções consensuais e tecnicamente viáveis.
Ao comentar o projeto de retaludamento, técnica de terraplenagem que altera a inclinação do terreno, apresentado pelo governo estadual e posteriormente abandonado, o pré candidato afirmou que estudos técnicos já apontavam dificuldades para a execução da proposta desde o início. Ele declarou que os estudos indicavam que a obra era impossível de ser realizada e que ela não ficou paralisada um dia sequer.
Caiubi Kuhn afirmou que foram gastos quase R$ 12 milhões apenas no valor da obra, sem contar outros contratos, os gastos da Polícia Militar e da fiscalização. Durante a entrevista, ele também abordou o projeto da MT 030, apontada pelo governo como uma alternativa de ligação entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
Para o pré candidato, as informações divulgadas sobre a redução da distância entre os municípios não correspondem à realidade. Ele alegou que não é verdade que a MT 030 reduz em 30 quilômetros o trajeto e que o percurso discutido fica perto de 54 quilômetros. Ele cobrou que o governo do Estado apresente os números para a população, incluindo custo e prazo da subida da serra.
Caiubi Kuhn afirmou que Mato Grosso precisa priorizar investimentos voltados à melhoria da qualidade de vida da população, com foco em educação, geração de renda e redução das desigualdades sociais. Ele concluiu que o Estado é rico e tem muitos recursos, mas é preciso definir prioridades, e para ele está claro que o foco deve ser qualidade de vida, educação, ciência e geração de renda.
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