A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação Ad Rem, voltada à descapitalização de uma facção criminosa e ao sequestro judicial de bens supostamente relacionados às atividades ilícitas do grupo.
A ação cumpre seis mandados de busca e apreensão, determina o sequestro judicial de cinco imóveis e inclui uma prisão preventiva. As medidas foram autorizadas pela Justiça a partir de investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A operação é um desdobramento da Operação Ruptura CPX, deflagrada em março deste ano. Entre os imóveis alcançados estão quatro propriedades em Várzea Grande e uma chácara na região do Rio dos Peixes, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram indícios de que familiares e terceiros eram utilizados para ocultar patrimônio relacionado às atividades criminosas. Entre os bens investigados estão imóveis explorados comercialmente e uma propriedade rural negociada por aproximadamente R$ 180 mil, dos quais R$ 100 mil teriam sido pagos em dinheiro.
A frente patrimonial busca impedir que recursos provenientes de atividades ilícitas sejam mantidos ou reinvestidos no crime organizado.
A operação também inclui uma nova decretação da prisão preventiva de um investigado apontado como gerente do tráfico e responsável pela arrecadação e administração financeira da facção.
Ele havia sido preso durante a Operação Ruptura CPX, mas obteve posteriormente a revogação da prisão preventiva. Na ocasião, a defesa sustentou que ele seria apenas um “laranja”, utilizado por terceiros para realizar movimentações financeiras.
Com o avanço das apurações, porém, surgiram indícios de que o investigado também teria participação no controle de estoques e na distribuição de entorpecentes, na gestão de pontos de tráfico e no controle financeiro de outros integrantes do grupo.
A análise financeira identificou cerca de R$ 661 mil em movimentações relacionadas às atividades investigadas em um dos períodos examinados.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Anteno Junior Pimentel Marcondes, a Operação Ad Rem faz parte da estratégia de atingir não apenas os integrantes das facções, mas também os recursos e bens que sustentam suas atividades.
“As novas medidas judiciais buscam impedir que recursos provenientes de atividades ilícitas sejam preservados ou reinvestidos no crime organizado”, afirmou o delegado.
As medidas patrimoniais foram determinadas judicialmente no curso da investigação. Os indícios apurados ainda devem ser analisados no âmbito dos procedimentos policiais e judiciais.
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