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GENTE DE CHAPADA

Dalva Teixeira, presidente da APAE, é exemplo de doação ao próximo e de luta por políticas públicas

Vivaz e ativa, sempre esteve ao lado dos mais vulneráveis; em Chapada, compôs Conselho da Criança e do Adolescente e fundou o Abrigo Alana Celine

Gente de Chapada

Gente de ChapadaLugar de contar histórias de gente comum, gente de verdade, chapadenses que fazem a diferença, gente que batalha, muda as coisas, transforma de algum jeito o mundo ao redor e faz de Chapada dos Guimarães um lugar melhor pra se viver.

03/04/2021 11h19
Por: Priscila Mendes
Fonte: Da Redação
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Ela vivia a rotina agitada de São Paulo e jamais imaginou escolher a calmaria de Chapada dos Guimarães, mas “os planos de Deus”, como ela mesmo destaca, eram outros: dedicar boa parte de sua vida a cuidar dos mais vulneráveis, especialmente as crianças e os adolescente.

Dalva Teixeira Barbiero, a Dalva – tão jovem que as pessoas nem a chamam de ‘senhora’ – mora em Chapada há 17 anos, 17 dos 36 que vive em Mato Grosso. Hoje, você a conhece como a presidente da Apae da cidade, mas sua história de trabalho dedicado ao próximo é longa.

Católica devota, sempre esteve junto às ações sociais das igrejas de onde morou. “Eu tenho uma caminhada longa sempre em prol dos outros, das pessoas necessitadas, é uma atitude que fala muito alto dentro de mim”, conta. Reconhece também “um lado político bem aguçado”, fora da política partidária, mas sempre lutando por políticas públicas sociais.

Logo que chegou a Chapada, se aproximou da Igreja Nossa Senhora de Santana para os trabalhos sociais, como já praticava. Pouco tempo depois, foi convidada para a presidência do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA) e pode ver histórias muito tristes envolvendo os pequenos e, ao mesmo tempo, contribuir com o crescimento da cidade. “Eu sofria muito vendo o sofrimento das crianças”.

Encontrou famílias em situação de extrema pobreza e questões graves como pedofilia e estupro de meninas no seio familiar. Junto a uma rede de apoio e ao Conselho Tutelar da cidade, conseguiu fundar um abrigo – que hoje funciona como casa de passagem – o Acolhimento Institucional Alana Celine (em homenagem à filha do ex-prefeito Pedro Reindel Fonseca, que partiu, junto à filha e à esposa, em um grave acidente de carro).

Hoje, Dalva está no segundo mandato na APAE de Chapada, com 35 alunos fixos (que passam o dia na instituição, entre aulas, atividades e refeições) e de 55 a 60 alunos flutuantes – que participam de programas específicos, como equoterapia, fisioterapia e aulas de capoeira.

A APAE precisa de voluntários e doadores. A instituição filantrópica depende de repasses de associados e a arrecadação é insuficiente para tantos projetos. Durante a pandemia, a APAE repassou cestas de frutas e verduras a seus alunos fixos. “Dos 35 alunos que temos, uns 30 estão sem situação bem difícil. Com a pandemia e o desemprego, muitos que tem carro e casa estão passando fome”, lamenta.

E, por isso, dona Dalva sempre está pedindo ajuda aos amigos, vizinhos, chapadenses. “E Deus sempre coloca pessoas de bom coração em meu caminho”.

Dalva e o esposo, José Herculano. Foto: arquivo pessoal

Nossa personagem da coluna Gente de Chapada de hoje é muito vivaz, altiva, ativa, aparenta uns... 56 anos. O que seria um grande contrassenso, já que é exatamente o tempo de casada com o querido José Herculano Teixeira. Mas é um casamento de vida toda, é verdade – um enlace quando ela tinha 18 aninhos e ele, 26.

Aos 74 anos, tem três filhos criados – todos com nomes iniciados com A, tal qual seu avô Antônio, uma resposta inconsciente ao pai, que nomeou todos os irmãos dela com a letra, menos ela, Dalva – história que conta rindo e com saudade. Netos criados também. Os que moravam em Chapada voltaram para Cuiabá e há filhos e netos na nossa capital e em Maringá – de onde não saíram para vir a Mato Grosso.

“Meus netos que moravam aqui tiveram uma boa educação primária em Chapada, mas tiveram que ir pra Cuiabá para outras atividades. Eu sou uma apaixonada por Chapada é por isso que luto muito para ter todas as condições aqui, para todos ficarem aqui, estudarem e trabalharem aqui”, reflete.

Você também pode ajudar a APAE de Chapada dos Guimarães: doe, associe-se, organize campanhas de arrecadação! Fale com a Dalva: 65 9 8404-4480.

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