O curso de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) chega aos 50 anos consolidado como referência em pesquisa e formação de profissionais, com destaque para as recentes descobertas de fósseis de dinossauros de valor científico inestimável em Chapada dos Guimarães.
Os achados paleontológicos, coordenados pelos professores Rogério Rubert e Caiubi Kuhn, revelaram fósseis articulados e semiarticulados em excelente estado de preservação – um registro raro na paleontologia brasileira. As pesquisas reforçam o papel da UFMT como um dos principais centros de estudos sobre a história geológica da região Centro-Oeste.
"A paleontologia tem papel fundamental tanto como ciência, ao reconstituir nosso passado evolutivo, quanto como ferramenta de divulgação. Pelo fascínio que desperta, aproxima a sociedade e, principalmente, o público jovem do universo das ciências", destaca o professor Rogério Rubert.
Para marcar o cinquentenário, será realizado entre 12 e 16 de novembro um evento comemorativo que inclui visita técnica ao Geoparque Chapada dos Guimarães, palestras, mesas-redondas, homenagens e lançamento de livro. A programação celebra o legado do curso que formou gerações de geólogos e impulsionou o desenvolvimento científico do estado.
Além da paleontologia, o curso mantém projetos de destaque em áreas como recursos hídricos, geotecnia, mineralizações e estudos ambientais, integrando ensino, pesquisa e extensão. Segundo o professor Carlos Humberto, diretor da Faculdade de Geociências, os estudos em riscos geológicos e hidrológicos têm auxiliado no planejamento urbano e na prevenção de desastres em Mato Grosso.
O evento é promovido pela Agemat, Febrageo e Fageo, com patrocínio do Crea-MT, e será realizado no Auditório João Barbuíno Curvo Neto (Auditório Mofão) da UFMT.
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